Polêmica: capa de revista traz Neymar crucificado como Cristo
Após a grande repercussão, a publicação
se pronunciou nesta quinta-feira (27) e pediu desculpas “a quem se
sentiu ofendido”, explicando que “em nenhum momento foi intenção ferir a
religiosidade de ninguém”.
Na nota, a Placar reitera o respeito
pelas diferentes crenças e a defesa da liberdade de praticá-las. No
entanto, ressalta que estão “falando exclusivamente de futebol” e
explica que a fotomontagem não é uma referência específica à
crucificação de Jesus.
“Vale esclarecer que a analogia da
fotomontagem é com a crucificação como método de execução pública
praticado antigamente. Como mostra a reportagem, Neymar vem sendo
‘apedrejado’ publicamente com a pecha de ‘cai-cai’. O maior jogador
brasileiro, ícone da arte no esporte, virou, para muitos, o símbolo da
dissimulação, da tentativa de burlar as regras do jogo. Ele cometeu e
comete suas falhas, mas ficou com uma imagem de ‘criminoso esportivo’”,
diz a Placar, que promete que a matéria será ainda mais esclarecedora em
relação à posição adotada pela revista para falar do jogador.
Maurício Barros, diretor de redação da
Placar, falou à Imprensa sobre a polêmica. Ele explica que a ideia da
fotomontagem surgiu de uma discussão sobre o fato de Neymar estar
sofrendo uma espécie de “linchamento moral” por ter a fama de simular
faltas.
“Isso (essa fama do jogador) foi
reforçado pelas redes sociais, pelas atuações dele na Seleção
Brasileira. Percebemos que estava havendo uma inversão de valores. Como é
que o jogador que é o mais caçado nos jogos, vira um ícone do ‘jogo
sujo’? Pode até ser que ele exagere em algumas faltas, mas e daí? Entre
exagerar em algumas faltas e virar símbolo de um jogador que quer
ludibriar as regras do jogo existe uma distância muito grande”, afirmou.
Sendo assim, Barros conta que a Placar
se propôs a discutir, entre outros aspectos, a simulação no futebol e,
naturalmente, Neymar virou o personagem principal.
A Placar já esperava uma grande
repercussão com a capa da edição de outubro. “Sem dúvidas esperávamos
essa repercussão. Quando mexemos com questões sensíveis como essa as
pessoas reagem, faz parte do jogo e da democracia”, afirmou Barros. No
entanto, ele destaca que, embora o crucificado mais famoso tenha sido
Jesus, “Neymar não está retratado como Jesus Cristo, nem de longe”, na
fotomontagem feita pela revista em sua capa.
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Fonte: Portal Imprensa
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