Número de mortos em Bangladesh ultrapassa 500
Ontem (2), a polícia de Bangladesh prendeu um engenheiro supostamente envolvido na tragédia. Abdur Razzak Khan trabalhou como consultor para o proprietário do Rana Plaza, Mohammed Sohel Rana, e é suspeito de ter acrescentado novos andares ao prédio de forma ilegal. Segundo a imprensa do país, Khan foi chamado para inspecionar o prédio quando a estrutura apresentou rachaduras no dia 24 de abril, um dia antes de desabar.
Pelas informações oficiais, aproximadamente 2,4 mil pessoas foram resgatadas com vida do edifício, no qual trabalhavam 3 mil. “O nosso objetivo é realizar a operação o mais depressa possível, mas prudentemente. Há corpos nos escombros”, disse o porta-voz das Forças Armadas, Shahinul Islam.
No edifício havia cinco fábricas que produziam roupas para marcas ocidentais, como a espanhola Mango e a irlandesa Primark, que se comprometeu a pagar indenizações às vítimas. O grupo canadense de alimentos Loblaw também anunciou a intenção de prestar ajuda às famílias. O grupo Loblaw distribui a marca de vestuário Joe Fresh.
O governo anunciou um plano de inspeção das fábricas de tecidos e roupas no país, denunciadas por irregularidades. De acordo com um assessor do governo de Bangladesh, uma comissão presidida por um ministro de Estado vai supervisionar a inspeção de todas as fábricas de roupas e verificar se estão dentro da lei.
*Com informações da Agência Brasil e BBC Brasil
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