Americana é acusada de tentar auxiliar o Estado Islâmico através da internet
Ela foi pega em uma operação armada e, sem saber, se ofereceu para ajudar um agente do FBI disfarçado a colocar alguém em contato com o EI na Síria, segundo depoimento federal. As autoridades afirmam que ela mentiu para os agentes que estavam investigando seu apoio ao grupo extremista.
O caso parece ser mais um exemplo da robusta presença do EI em mídias sociais e da influência que eles tem sobre os americanos. Dois meses atrás, uma jovem de 19 anos do subúrbio de Denver se declarou culpada de tentar ajudar a organização terrorista depois de tentar embarcar em um vôo para a Turquia. Ela estava tentando se conectar com um homem que ela conheceu online. No mês passado, três adolescentes da região de Denver foram detidas em um aeroporto na Alemanha e questionadas sobre a possibilidade de tentarem se unir ao EI. Um funcionário da escola disse que as meninas foram vítimas de um “predador online”.
Não está claro o que despertou o interesse de Coffman no EI ou se ela possuía os meios para conectar qualquer pessoa com o grupo. O advogado Mark Henry Schmidt, que defende Coffman, disse que a jovem nasceu e foi criada nos Estados Unidos, viveu com os pais e cuidou do filho dela de 7 anos. Ele disse que não tinha conhecimento de qualquer conexão externa tangível.
— O que eu sei é que ela não tinha viajado para nenhum lugar. Suas conexões com o mundo exterior seriam pela internet — disse Schmidt. — Imagino que você pode ter problemas com a internet, mas penso que você também pode achar que está acontecendo muito mais do que realmente é.
De acordo com o depoimento ao FBI, Coffman disse a um agente disfarçado que tinha previamente combinado de um homem, que ela denominou como seu “marido”, viajar para a Turquia para que pudesse se encontrar com os facilitadores do EI e, eventualmente, fazer o caminho para a Síria. Ela descreveu “passos concretos” que havia tomado para conseguir isso, de acordo com o depoimento. Mas Coffman e o homem logo se separaram e ele desistiu do plano.
A investigação do FBI sobre Coffman parece ter começado em abril, com agentes tomando conhecimento das postagens dela no Facebook e solicitando mandados de busca para acessar suas várias contas. Em 23 de junho, por exemplo, Coffman postou duas imagens com o texto que incluíam um nome mais completo para o EI: “Somos todos Isis, Estado Islâmico do Iraque e do Síria”, segundo o depoimento. Em 28 de junho, quando alguém perguntou por que Coffman estava expressando apoio ao grupo, ela respondeu: “Eu amo o Isis!”
Coffman mais tarde escreveu sobre convencer a irmã a desenvolver interesse pelo EI, e disse: “Meu pai está um pouco irritado porque eu a introduzi em todas essas coisas da jihad”, segundo o depoimento. Uma mulher que se identificou como a mãe de Coffman não quis comentar o caso.
Um agente do FBI fingindo ser alguém com pontos de vista semelhantes aos de Coffman entrou em contato com ela em julho e, alguns meses mais tarde, contou a ela sobre uma pessoa que queria viajar para a Síria para lutar com o EI, de acordo com o depoimento. Coffman se ofereceu para ajudar a pessoa a se conectar com um facilitador e afirmou ser capaz de verificar a legitimidade dele.
Ela disse ao agente no mês passado que ela tinha feito isso, mas que o facilitador não respondeu. E se recusou a entregar as informações de contato do facilitador para o agente disfarçado, segundo o depoimento.
Os registos judiciais sugerem que Coffman suspeitou que policiais poderiam a estar monitorando. Em determinado momento, ela desenvolveu um sistema em código para falar com o agente disfarçado. E, em outra ocasião, disse que a “(Agência de Segurança Nacional) já tinha visto” a atividade pró-EI do homem citado como marido dela no Facebook. Mas ela aparentemente não tinha conhecimento do verdadeiro objetivo do agente disfarçado.
Na quinta-feira, dois agentes do FBI entrevistaram Coffman em seu trabalho, em Glen Allen, na Virgínia, e ela negou que o agente disfarçado havia manifestado apoio ao EI ou outras organizações terroristas, de acordo com o depoimento. Não está claro onde Coffman atuou. Os registos judiciais indicam que Coffman apareceu na corte federal de Richmond na segunda-feira de manhã e foi mantida presa até a próxima audiência, nesta quarta-feira.
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Fonte: O Globo
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