Jihad: Conflito em Israel é apenas parte de plano internacional
A jihad cresce no mundo, causando preocupação geopolítica
por Jarbas Aragão
Esse combate aos que “não creem em Alá” muitas vezes é a justificativa para a morte de judeus e cristãos. Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, o mundo passou a olhar de maneira diferente para os ataques feitos por muçulmanos em nome da religião. Existem sites especializados, como o Jihad Watch (versão em português) que mantém um registro mensal com a contabilidade do número de pessoas mortas e feridas.
O site Religion of Peace apresenta um relatório minucioso de todos esses ataques. Somente nos últimos 3 meses foram mais de 6 mil mortos e mais 6 mil gravemente feridos.
Quem assiste aos noticiários e lê os jornais regularmente talvez tenha dificuldade em entender como atentados na África, no Oriente Médio e no sul da Ásia possam estar ligados. Todo o espaço dado pela mídia ao conflito entre Israel e as tropas do Hamas em Gaza é só uma parte deste plano internacional que se desenrola todos os dias.
No momento existem, por exemplo, 11 grupos que reivindicam a criação de estados teocráticos islâmicos, em nome da retomada de um califado universal. Alguns sequer são conhecidos pelo grande público. Outros como o Estado Islâmico (ex-ISIS) vem ganhando força a cada dia.
Existe uma crescente preocupação de várias nações europeias com a expansão do jihadismo no Norte da África, onde a “explosão de violência” tem gerado um abalo na situação geopolítica.
O mapa abaixo, que foi elaborado pelo jornal espanhol LaVanguardia mostra um aumento no número de células jihadistas em países do Magreb. A área em vermelho destaca as regiões sob influência dos grandes grupos jihadistas, que se estende do Atlântico ao Índico e visam impor uma visão fundamentalista do Islã no mundo.
Os círculos representam o número de pessoas mortas em conflitos nacionais principalmente por grupos paramilitares que desejam dividir as nações ou tomar o controle político. Nesses casos, defendem a imposição da sharia (lei religiosa muçulmana) acima das leis do país.
Existem 11 grupos que operam em todas estas áreas, visando a criação de estados teocráticos islâmicos para a criação de um califado universal. Suas marcas são o sequestro, o tráfico de armas e o de seres humanos. Alguns são facções pequenas, mas a maioria está ligada de uma forma ou de outra à Al Qaeda, que mesmo após a morte de Osama Bin Laden ainda controla boa parte das ações terroristas no mundo.
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