Papa Francisco está na mira dos terroristas islâmicos
Segundo
o jornal italiano, fontes de inteligência confirmaram que o sumo
pontífice é um potencial alvo de atentado dos extremistas islâmicos
O papa Francisco está na mira do grupo
fundamentalista Estado Islâmico (EI), publicou nesta segunda-feira (25) o
jornal ‘Il Tempo’, citando fontes do serviço secreto italiano. Segundo a
publicação, o papa é apontado pelos jihadistas como “portador de falsas
verdades” e pode ser vítima de um atentado. Até o momento, o Vaticano
não se pronunciou sobre esta possível ameaça. “O grupo fundamentalista
Estado Islâmico, liderado por Abu Bakr Al-Baghdadi, tenta elevar o nível
do confronto golpeando a Europa e a Itália”, relata o jornal ‘Il
Tempo’. O texto também afirma que fontes israelenses acreditam que o
papa seja um potencial alvo dos jihadistas sunitas.
“A Itália é um trampolim para os
radicais islâmicos”, afirma Mario Mori, diretor do Serviço de
Informações Civis, um órgão de inteligência do governo italiano. Mori
crê que os jovens aliciados pelo EI formam a “base para a distribuição
de jihadistas no Ocidente”. Pelo menos 50 jovens italianos foram para a
Síria e o Iraque se juntar aos jihadistas sunitas do EI. A Itália, assim
como outros países europeus, consideram esses jovens como um enorme
risco, pois, como eles têm passaporte legal de um membro da União
Europeia, eles passam pelos controles alfandegários nos aeroportos com
muita facilidade. Uma vez em território europeu, os jovens poderiam
formar células terroristas e planejar atentados dentro de países
ocidentais.
Desde que Francisco assumiu o comando da
Igreja Católica, em março de 2013, o Vaticano tem ampliado as medidas
para prevenir o terrorismo. A segurança da santa Sé recrutou vários
especialistas em inteligência e trabalha em colaboração com os serviços
secretos de vários países, relata o jornal.
Perigo na Europa
Ghaffar Hussain, diretor-gerente da
Quilliam Foundation, organização britânica que atua contra o extremismo
religioso, disse que é “quase inevitável” que os jihadistas europeus
atuando na Síria e no Iraque voltem para planejar ataques terroristas na
Europa. “É preocupante que as pessoas nascidas e criadas na
Grã-Bretanha, que foram para a mesma escola que nós, podem ter sido
doutrinadas a ponto de justificarem o estupro de mulheres e
decapitações”, disse à agência de notícias Reuters.
Quatro muçulmanos britânicos – dois dos
quais tinham passado um período em campos de treinamento da Al Qaeda no
Paquistão – mataram 52 pessoas em ataques suicidas no metrô e em um
ônibus de Londres, em julho de 2005.
Em sua estratégia de expansão, o EI usa
como arma de propaganda a barbárie, por meio de decaptações,
crucificações e execuções sumárias. Com isso, aterroriza os inimigos,
garante a obediência das populações das cidades conquistadas e atrai
desajustados do mundo todo. No final de junho, o EI proclamou um
califado em parte do território do Iraque e da Síria sob seu controle.
Em suas fileiras lutam cerca de 12.000 combatentes estrangeiros, apontam
especialistas. A maioria dos jihadistas estrangeiros que foram para a
Síria e Iraque nestes três anos e meio de conflito são oriundos,
principalmente, da Tunísia, Arábia Saudita e Marrocos, mas também de
países ocidentais como Grã-Bretanha, Austrália, Itália e França e
outros.
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Fonte: Veja
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