Mais de 60 cristãos foram assassinados por grupo islamita na Nigéria
Igreja também foi alvo de ataque violento
Suspeitos de integrarem um grupo insurgente mataram pelo menos 62 pessoas com armas e explosivos no nordeste da Nigéria, incluindo ataque a uma igreja durante o momento de culto, numa região onde a seita islamita Boko Haram vem resistindo à ação repressiva do governo, disseram testemunhas nesta segunda-feira (27).
No domingo (26) eles mataram 22 pessoas com bombas e tiros durante um encontro religioso em uma igreja católica no vilarejo de Wagta Chakawa, no Estado de Adamawa, e depois queimaram casas e fizeram moradores reféns, em um cerco de quatro horas, segundo testemunhas.
Forças de segurança da Nigéria disseram que em um outro ataque, na segunda-feira, supostos membros da seita mataram pelo menos 40 pessoas na vila de Kawuri, no remoto Estado de Borno, nordeste da Nigéria. Ninguém assumiu de imediato a responsabilidade por esses atentados.
O grupo já matou milhares de pessoas nos últimos quatro anos e meio
O presidente do país, Goodluck Jonathan, enfrenta dificuldades para conter a ação do Boko Haram em regiões rurais remotas no canto esquerdo do nordeste nigeriano, onde a seita iniciou um levante em 2009.
O Boko Haram quer impor a sharia (lei religiosa muçulmana) em um país dividido quase igualmente entre cristãos e muçulmanos. O grupo matou milhares de pessoas nos últimos quatro anos e meio e é considerado a maior ameaça à segurança na Nigéria, principal exportador de petróleo e segunda maior economia da África (atrás apenas da África do Sul).
Os principais alvos dos militantes do Boko Haram têm sido as forças de segurança, políticos contrários ao grupo e minorias cristãs em áreas de população majoritária muçulmana no norte nigeriano.
Os militares e a polícia não responderam aos pedidos de informações. Uma fonte no Exército confirmou o ataque à igreja, mas pediu que não fosse identificada por não ter autorização de falar com a mídia.
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Fonte: Estadão
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