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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Pressionado, Vaticano diz ter expulsado 400 padres denunciados por pedofilia

Pressionado, Vaticano diz ter expulsado 400 padres denunciados por pedofilia

Entidades cobram postura mais incisiva da Igreja Católica e querem que acobertadores dos abusos sexuais deixem também o sacerdócio
Entidades cobram postura mais incisiva da Igreja Católica e querem que acobertadores dos abusos sexuais deixem também o sacerdócio
Em resposta à intensificação de denúncias de pedofilia de padres da Igreja Católica, o Vaticano disse no último sábado (18) que expulsou do sacerdócio cerca de 400 pessoas nos últimos anos do pontificado de Bento XVI. Segundo o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, em 2011, foram, aproximadamente, 300 expulsões e, em 2012, cerca de 100 religiosos.
Na quinta-feira (16), o Comitê para os Direitos das Crianças da Organização das Nações Unidas (ONU) pediu à Igreja Católica que atue fortemente contra os abusos sexuais dos quais crianças e adolescentes são vítimas. Em resposta ao escândalo, o papa Francisco expressou sua “vergonha” com as denúncias.
Algumas entidades já se manifestaram a favor de uma postura mais incisiva da Igreja. A Rede de Sobreviventes de Pessoas Abusadas por Padres (SNAP, por sua sigla em inglês), por exemplo, acredita que o papa deveria expulsar também os eclesiásticos que acobertam crimes sexuais, não só aqueles que os cometem. “Enquanto isso não acontecer, as coisas não mudarão muito”, disse a entidade, em comunicado.
Durante mais de uma década, a Igreja Católica foi sacudida por uma avalanche de escândalos de abusos sexuais cometidos por religiosos contra crianças, que começou na Irlanda e se estendeu para Alemanha, Estados Unidos e vários países latino-americanos, como Brasil e México.
Os abusos foram acobertados pelos superiores dos acusados, que, em muitos casos, os transferiram para outras paróquias, em vez de denunciá-los à polícia. Em 2005, Bento XVI havia prometido afastar todos os que acobertassem abusos sexuais dentro da Igreja, mas não conseguiu.
ONU
Esta é a primeira vez que os representantes do Vaticano responderam a perguntas relacionadas aos abusos cometidos contra menores de idade por religiosos católicos. O pedido de manifestação veio de especialistas do comitê da ONU, que estão preparando um relatório sobre o assunto a ser divulgado em 5 de fevereiro.
Em dezembro, a Santa Sé se negou a responder a um questionário enviado em julho pelo comitê da ONU, sobre cerca de 4 mil investigações eclesiásticas atualmente analisadas pela Congregação para a Doutrina da Fé, que não revela seus trabalhos.
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Fonte: Veja

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